Aula 2: Permissões de Ficheiro e o Modelo de Segurança do Linux
Todo ficheiro no Linux é protegido por um sistema de permissões que define quem pode ler, escrever e executar. Na NVIDIA, entender permissões é fundamental — uma aplicação CUDA vai falhar silenciosamente se o utilizador do processo não for membro do grupo video, que dá acesso a /dev/nvidia0. Esta au
Permissões do Linux são como chaves de salas num prédio: cada sala (ficheiro) tem três fechaduras — uma para o dono, uma para o grupo, e uma para todo mundo. O chmod é quem decide qual chave entregar.
- Bits de Permissão
- Três bits (r, w, x) para cada um dos três atores: dono, grupo, outros. Juntos, eles definem quem pode fazer o quê com um ficheiro.
- UID (identificador de utilizador)
- Um número inteiro único que o kernel usa para identificar um utilizador. root é sempre UID 0. Todo processo roda com o UID do utilizador que o iniciou.
- GID (identificador de grupo)
- Um número inteiro que representa um grupo de utilizadores. Um utilizador pode pertencer a vários grupos. O grupo video dá acesso a /dev/nvidia*.
- bit setuid
- Um bit especial que faz um processo rodar com o UID do dono do ficheiro, em vez do UID do utilizador que o executou. O sudo usa isso para conceder privilégios de root temporários.
- Nó de Dispositivo (Device Node)
- Um ficheiro em /dev que representa um dispositivo de hardware. /dev/nvidia0 é o device node da primeira GPU. Você lê e escreve nele como um ficheiro comum, mas as operações são encaminhadas ao driver.